sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Qual é a sua meta financeira?

Você já parou para pensar qual é a sua meta financeira?
Quem sofre com a doença das dívidas sabe o quanto é desmotivador e desconfortante trabalhar um mês inteiro e não ver o dinheiro sobrar.
Após executar o seu planejamento financeiro à risca, e conseguir eliminar àquelas dívidas que te davam tanta dor de cabeça, a sensação que temos é de tranquilidade e estabilidade financeira. Mas, e depois que alcançamos a tão sonhada estabilidade financeira quitando os débitos, qual seria a meta financeira a ser alcançada?
Essa pergunta torna-se pertinente pois, para cada real a ser gasto você deve refletir antecipadamente se o gasto realizado é realmente necessário.
Tal reflexão é importante pois, do que adianta alcançarmos a estabilidade financeira eliminando as dívidas sem saber o que vamos fazer futuramente com o dinheiro que ganhamos?
Não adianta lutarmos tanto e, logo depois, acabar se endividando novamente com produtos ou serviços adquiridos de forma precipitada sem que houvesse uma reflexão do custo real que está sendo pago pelo respectivo produto.
A meta financeira a ser alcançada varia de acordo com cada um, pois depende exatamente de quais são os seus gastos e da condição de vida que pretende manter.
Se o seu objetivo é manter um padrão de vida alto, logicamente terá que ser ousado na execução da sua meta financeira. Não adianta ter uma remuneração baixa e tentar manter um padrão de vida alto pois isso certamente irá desencadear em um novo quadro de endividamento.
O que deve ser feito é começarmos uma reflexão do padrão de vida que desejamos manter ou do objeto ou serviço que queremos adquirir. Somente depois dessa reflexão é que será possível traçar um ponto de referência de por onde devemos começar até atingir o nosso objetivo.
Ou seja, se o seu objeto é comprar uma casa no valor de um milhão de reais, você deve pensar em quanto deve ganhar/poupar para adquirir essa residência.
O meu conselho para aqueles que visam uma meta alta, média ou baixa é que montem um projeto relacionando os custos desse objetivo e o valor a ser poupado em cada mês para concretizar a sua meta.
O planejamento financeiro é algo imprescindível para realização dos seus objetivos.

Caso não saiba por onde começar o seu planejamento, veja aqui como fazer.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Cartão de crédito internacional: uma possível ameaça para suas finanças!

Bom, parece que a viagem tão esperada para conhecer os destinos internacionais mais badalados do momento será inesquecível. Você está tão ansioso que já preparou tudo, as malas estão prontas, o bilhete da passagem já está separado, as visitas aos pontos turísticos já foram marcados e o dinheiro a ser gasto com as compras, passagens, aluguel de veículo, alimentação e outros, já está todo contado e reservado.

Tudo parece correr bem na viagem, mas na hora “H”, aparece uma super mega promoção que você jamais poderia pensar em perder, é aí que aquela grande dúvida surge: uso ou não uso o cartão de crédito?

É nessas horas que temos de pensar bastante nas nossas atitudes, pois as consequências surgem a partir delas.

O primeiro ponto que devemos ter em mente na hora de efetuar uma compra internacional é que a moeda utilizada é distinta da moeda usada em nosso país, isto é, se está efetuando uma compra em dólar, será necessário a conversão do real para o dólar e esse custo da conversão não é calculado na hora da compra, mas sim, no momento em que a fatura for fechada.


Desse jeito, caso você gaste U$ 50,00 no dia 10 e sua fatura for fechada todo o dia 28, a cotação do dólar a ser aplicada na sua fatura será aquela à época do fechamento da fatura, e não a da data da compra, portanto, no exemplo citado, o valor do dólar no dia 28 será determinante para saber o real valor a ser pago na sua fatura.

É exatamente aí que mora o perigo! Se pararmos para pensar atentamente, podemos observar que a compra internacional efetuada no cartão de crédito é a mesma coisa que um tiro no escuro. Digo isso pois caso ocorra uma variação da moeda entre a data da compra e a data do fechamento da fatura, o custo total do produto adquirido pode ser bem superior aquele previsto no momento da compra. Portanto, devemos estar conscientes que o preço do produto pode ser bem diferente do preço que realmente está sendo pago (valor da fatura).

Como se não bastasse, devemos notar ainda que além do valor da moeda convertida, temos ainda o Imposto sobre Operações de Crédito (IOF), esse imposto incide sobre o valor da operação realizada e encarece ainda mais o custo total.

Vale frisar que o IOF é um imposto que tem o intuito de estimular ou desestimular as compras no exterior, tudo isso depende do interesse do governo que pode alterar suas alíquotas no momento em que achar adequado.

As incertezas do real valor a ser pago fazem do cartão de crédito uma grande armadilha capaz de gerar surpresas desagradáveis com a falta de habilidade na sua utilização.

É devido a isso que se recomenda ter moderação na sua utilização.

Realizar diversas compras pequenas em dólar pode ser uma grande armadilha para as suas finanças pois não se sabe o valor exato que está se pagando.

Portanto, é sempre recomendável que procurem saber o valor exato que está se pagando pelo produto 
ou serviço.

A dica de ouro é: Poupar para comprar à vista.

Procure ter controle dos seus gastos.

Até a próxima pessoal!!!

Que tal uma planilha para auxiliar nas suas finanças pessoais? Confira no link abaixo uma planilha de fácil uso no excel.



quarta-feira, 9 de setembro de 2015

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Modelo de Planilha – Calculando as despesas

Mais uma dica para manter o controle das despesas do final do mês. Segue um passo a passo de como trabalhar com uma planilha de orçamento doméstico ou familiar seja ela mensal ou anual. Vale a pena conferir!!

Como bem se sabe, já se foi aquela época de utilizar o velho caderninho para inserir todas as receitas e despesas do mês.

O avanço da tecnologia facilitou, e muito, o modo de calcular as despesas do mês.

No meu caso, já tem bastante tempo que o computador vem substituindo o meu caderno, minha caneta e atualmente está substituindo a minha TV. Acredito que essa seja uma tendência que não podemos resistir.

Dentre os programas para calcular as despesas do mês que eu recomendo, está no topo da minha lista o Excel, aquele famoso programa que vem junto com o pacote Office da Microsoft. Talvez até existam outros programas que trabalhem a altura do Excel, mas, até mesmo por uma questão de costume, eu me adaptei muito a ele.

Mas o meu objetivo aqui não é falar do Excel, pois ele tem milhares de funcionalidades, mas sim, expor para vocês alguns modelos já prontos de Planilha de Cálculo do Orçamento familiar.

Para quem não sabe, o próprio Excel já apresenta alguns modelos prontos de Orçamento, e o meu objetivo aqui é te ensinar a acessar esses modelos para você criar o hábito de utilizá-los e aplicar no seu dia-a-dia.


O primeiro passo é acessar o Excel no seu computador e, após aberto, clicar no ícone “Arquivo” que fica no canto superior esquerdo da tela.


Após clicar em “Arquivo”, selecione a opção “Novo”. A tela abaixo irá aparecer, apresentando a possibilidade de criar um trabalho em branco, ou então, diversas categorias separadas por assunto.

Obs. Existe ainda a possibilidade de pesquisar outros modelos na internet.



No nosso caso, a categoria em que constam as planilhas de orçamento familiar é a denominada de “Orçamentos”.

Após clicar na guia “Orçamentos”, irão aparecer as seguintes planilhas:


São 46 planilhas de orçamento no total, você pode acessar uma a uma e escolher aquela que mais se identificar.

Lembre-se que os nomes das despesas podem ser facilmente alterados, portanto, caso venha abrir alguma planilha em que as despesas divergem da sua realidade, basta modificar a nomenclatura e continuar trabalhando em cima da planilha.

Particularmente eu utilizo a planilha denomina de “Planejador de Orçamento de Férias” para calcular minhas despesas e minhas receitas. Apesar do nome estar relacionado a férias, eu utilizo ela para minhas despesas do dia-a-dia e realizo as adaptações que entendo serem necessárias para adequar a minha realidade.



A planilha adequada vai depender do seu gosto. Eu me identifiquei com essa pois posso fazer uma previsão de “orçamento” e valor “real” gasto.

Ela ainda apesenta uma diferença entre os valores previstos e os valores gastos e cria um ícone de atenção, no caso do valor “real” gasto ultrapassar o valor do “orçamento”.
Resumindo, acredito que ela seja prática e bem funcional. Recomendo!!!

Não deixem de acessar todas as planilhas e trabalhem com aquela que mais se identificar.

Obs. Lembrando que no meu caso eu estou utilizando o Excel da Microsoft Office Professional Plus 2013.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Como Evitar a Inadimplência?


A aquisição da tão sonhada casa nova, o carro novo, as roupas da última moda, as férias no exterior, todos esses motivos, dentre outros, que nos levam ao sentimento de satisfação fazendo com que possamos nos sentir bem momentaneamente.

Tudo isso poderia ser somente motivo de alegria, a não ser por uma única razão: o descontrole financeiro.

O que ocorre é a falta de hábito de planejarmos antecipadamente para o que vamos consumir, somado ao impulsionismo e a sensação de satisfação momentânea.

O mercado vem oferecendo todo tipo de produto ou serviço, tanto que as ofertas oferecidas são bem tentadoras.

São carros anunciados nos mais variados meios de comunicação em que constam parcelas pequenas com financiamentos longos, ou seja, financiamentos de 60 meses.

Enquanto aos imóveis, esses apresentam valores de parcelas que se amoldam perfeitamente ao nosso bolso, no entanto, o prazo para pagamento pode chegar a 35 anos (420 meses).

Infelizmente, quando se trata de compras que envolvem alto investimento, os consumidores não costumam dar tanta importância ao valor final do produto ou serviço que está sendo pago. A importância limita-se tão somente ao valor da parcela.

A situação piora ainda mais pois não é observado o que pode ocorrer durante esse período em que o contrato está sendo cumprido.

Dentro do período do financiamento, novas dívidas se fazem, aquele carro que era o melhor do ano e foi financiado em 60 meses acaba perdendo o seu valor de mercado e começa o remorso de não estar valendo tanto a pena pagar por um veículo que atualmente está defasado.

Devido a facilidade de oferta de crédito oferecida pelos bancos, como empréstimos dos mais variados tipos, cheque especial, financiamento habitacional, financiamento de veículos e inúmeros outros serviços dos bancos, o cliente acaba sendo persuadido a gastar além do que realmente tem.

No momento em que começa a gastar mais do que realmente se ganha, o quadro vem a se agravar ainda mais, necessitando que tenha bastante disciplina para reverter o problema.

O grande erro é pensar que assumindo um novo empréstimo o valor proveniente será utilizado para pagar o antigo empréstimo.

Eu digo grande erro porque na maioria dos casos o novo empréstimo assumido acaba sendo desvantajoso para o consumidor.

O pensamento é bem simples: se eu não estava dando conta de pagar o empréstimo antigo, será que um novo empréstimo será mais vantajoso para mim?

Eu posso lhe afirmar que em algum lugar você sairá perdendo! Pode ser tanto no valor da parcela ou então na quantidade de prestações.

Não adianta pensar que um novo empréstimo irá ser mais benéfico, pois isso é pura enganação.

O lucro dos bancos são provenientes dos juros, portanto, quanto mais você alongar uma dívida para pagamento, mais estará remunerando as instituições financeiras.

O que tem de ser feito é, antes de realizar a dívida, colocar na ponta do lápis se essa dívida é realmente necessária e se haverá disciplina da sua parte em não assumir um novo compromisso enquanto este não for liquidado.

É realmente necessário prestar atenção principalmente no Custo Efetivo Total da operação, a quantidade de parcelas que estão sendo fixadas e as tarifas cobradas. Isso tudo influenciará diretamente no valor total da operação.

A falta de observância desses aspectos no momento em que se fecha um contrato pode vir a gerar muita dor de cabeça futuramente.

Digo isso porque nunca se sabe o que pode ocorrer no futuro.

O que se sabe é que na hora de fechar o contrato as vantagens parecem inúmeras, oferecem os melhores e mais caros produtos para você. Mas na hora da rescisão do contrato em face de uma dificuldade financeira, por exemplo, a situação muda de figura. Simplesmente ignoram o valor que havia sido pago e retém o valor sob a justificativa de multa pela rescisão contratual.

Quando isso acontece, não haverá alternativa a não ser renegociar com o banco ou então contratar um advogado para defender os interesses do contratante.

Devido a isso, meus caros, o melhor a ser feito é uma pesquisa de mercado e um bom planejamento financeiro de quanto tempo passaremos pagando a dívida. Isso tudo para não corrermos o risco de figurar como inadimplente.

Lembre-se que o Brasil apresenta uma das mais altas taxas de juros em comparação a outros países, e um atraso na parcela pode vir a gerar uma multa pelo atraso, juros e demais encargos financeiros vindo a onerar ainda mais o valor final pago no contrato.

 Portanto, fiquem de olhos atentos para não se atolarem em dívidas.