sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Como Evitar a Inadimplência?


A aquisição da tão sonhada casa nova, o carro novo, as roupas da última moda, as férias no exterior, todos esses motivos, dentre outros, que nos levam ao sentimento de satisfação fazendo com que possamos nos sentir bem momentaneamente.

Tudo isso poderia ser somente motivo de alegria, a não ser por uma única razão: o descontrole financeiro.

O que ocorre é a falta de hábito de planejarmos antecipadamente para o que vamos consumir, somado ao impulsionismo e a sensação de satisfação momentânea.

O mercado vem oferecendo todo tipo de produto ou serviço, tanto que as ofertas oferecidas são bem tentadoras.

São carros anunciados nos mais variados meios de comunicação em que constam parcelas pequenas com financiamentos longos, ou seja, financiamentos de 60 meses.

Enquanto aos imóveis, esses apresentam valores de parcelas que se amoldam perfeitamente ao nosso bolso, no entanto, o prazo para pagamento pode chegar a 35 anos (420 meses).

Infelizmente, quando se trata de compras que envolvem alto investimento, os consumidores não costumam dar tanta importância ao valor final do produto ou serviço que está sendo pago. A importância limita-se tão somente ao valor da parcela.

A situação piora ainda mais pois não é observado o que pode ocorrer durante esse período em que o contrato está sendo cumprido.

Dentro do período do financiamento, novas dívidas se fazem, aquele carro que era o melhor do ano e foi financiado em 60 meses acaba perdendo o seu valor de mercado e começa o remorso de não estar valendo tanto a pena pagar por um veículo que atualmente está defasado.

Devido a facilidade de oferta de crédito oferecida pelos bancos, como empréstimos dos mais variados tipos, cheque especial, financiamento habitacional, financiamento de veículos e inúmeros outros serviços dos bancos, o cliente acaba sendo persuadido a gastar além do que realmente tem.

No momento em que começa a gastar mais do que realmente se ganha, o quadro vem a se agravar ainda mais, necessitando que tenha bastante disciplina para reverter o problema.

O grande erro é pensar que assumindo um novo empréstimo o valor proveniente será utilizado para pagar o antigo empréstimo.

Eu digo grande erro porque na maioria dos casos o novo empréstimo assumido acaba sendo desvantajoso para o consumidor.

O pensamento é bem simples: se eu não estava dando conta de pagar o empréstimo antigo, será que um novo empréstimo será mais vantajoso para mim?

Eu posso lhe afirmar que em algum lugar você sairá perdendo! Pode ser tanto no valor da parcela ou então na quantidade de prestações.

Não adianta pensar que um novo empréstimo irá ser mais benéfico, pois isso é pura enganação.

O lucro dos bancos são provenientes dos juros, portanto, quanto mais você alongar uma dívida para pagamento, mais estará remunerando as instituições financeiras.

O que tem de ser feito é, antes de realizar a dívida, colocar na ponta do lápis se essa dívida é realmente necessária e se haverá disciplina da sua parte em não assumir um novo compromisso enquanto este não for liquidado.

É realmente necessário prestar atenção principalmente no Custo Efetivo Total da operação, a quantidade de parcelas que estão sendo fixadas e as tarifas cobradas. Isso tudo influenciará diretamente no valor total da operação.

A falta de observância desses aspectos no momento em que se fecha um contrato pode vir a gerar muita dor de cabeça futuramente.

Digo isso porque nunca se sabe o que pode ocorrer no futuro.

O que se sabe é que na hora de fechar o contrato as vantagens parecem inúmeras, oferecem os melhores e mais caros produtos para você. Mas na hora da rescisão do contrato em face de uma dificuldade financeira, por exemplo, a situação muda de figura. Simplesmente ignoram o valor que havia sido pago e retém o valor sob a justificativa de multa pela rescisão contratual.

Quando isso acontece, não haverá alternativa a não ser renegociar com o banco ou então contratar um advogado para defender os interesses do contratante.

Devido a isso, meus caros, o melhor a ser feito é uma pesquisa de mercado e um bom planejamento financeiro de quanto tempo passaremos pagando a dívida. Isso tudo para não corrermos o risco de figurar como inadimplente.

Lembre-se que o Brasil apresenta uma das mais altas taxas de juros em comparação a outros países, e um atraso na parcela pode vir a gerar uma multa pelo atraso, juros e demais encargos financeiros vindo a onerar ainda mais o valor final pago no contrato.

 Portanto, fiquem de olhos atentos para não se atolarem em dívidas.